Após longo inverno
Volta a poeta ao castelo,
Fênix de amarelo.
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BON JOUR MES AMIS \O/
Depois de uma breve eternidade (que frase poética xD acho que farei um poema com ela mais tarde 8D) retorno na no fim das festividades juninas e entrando nas festividades julinas (ou seriam julianas? o.o bom, festas do mês de julho).
QUASE apareci aqui no infame dia 12 com uma seleção com os poemas menos românticos que eu tenho em meu repertório, mas era Terça, eu tava cansada e atrasada com a matéria, então atrasei mais do que esperava. E eu ia entrar com poemas não exatamente bons, pois tenho birra com esse dia dos namorados do dia 12/06. Sabiam que foram os comerciantes que escolheram essa data? Só por causa que era o período do ano com menos vendas, aí eles inventaram essa mentira para enganar os casais e os pobres nós solteiros e venderem mais. Odeio esse dia. Sou muito mais o 14/02, dia de São Valentin, que nem sei se é santo mesmo, mas pelo menos tem uma história mais bonitinha do que essa de comerciantes ditando o dia dos namorados.
Mas enfim, birras com datas à parte, estou bem apesar do atraso xD. Atrasei-me por motivos nobres u.u: vestibulares de meio de ano. Fiquei duas semanas sem final de semana (três se você considerar o feriado) e durante a semana o pouquissíssimo tempo que me restou para repouso ou eu fiquei vegetando ou eu fui dormir.
Minha única maneira de espairecer estava sendo ler quadrinhos do Homem-Aranha. Um dos efeitos colaterais que o filme d"Os Vingadores" teve foi fazer ressurgir esse meu lado de fã da Marvel. Eu até saí por aí, mundo a fora, caçando HQ's do Cap América ou do Homem de Ferro, mas minha paixão infantil pelo Homem-Aranha ressurgiu com força. Meu herói de infância xD Até mesmo porque acabei esbarrando em universos da Marvel (porque existe 638475956485296078251336849351846000000000 universos diferentes das HQ's, dando margem pra várias histórias diferentes) em que a personalidade do Capitão ficou muito troglodita pro meu gosto e não achei assim muita coisa (pelo menos que não cabiam no meu orçamento) do Homem de Ferro (tudo bem que o personagem é um milionário, mas as revistinhas precisavam ser tão caras? D8). Aí reencontrei meu super favorito em tamanho compacto, cabendo no bolso xD.
Como poderia resistir? XD
Só estou meio puta pq ele vai morrer na próxima edição D8 MAL ME REENCONTRO COM ELE E ELE JÁ MORRE!!! D8
Daí a minha colocação verbal "estava sendo" (e antes que alguém pergunte, não tem nada haver o fato do Homem-Aranha estar pra morrer com meu retorno ao blog u.u mera coincidência MESMO).
E vou parar de bostejar sobre meu super favorito e sobre minha editora favorita (Descobri no meio disso tudo que sempre fui no fundo uma garotaMarvel xD Com todo respeito a quem gosta do Super-Man, Mulher Maravilha, Batman e toda companhia da DCcomics, mas esse povo não me atrai o.o). Vou parar antes que eu comece a querer promover Nick Fury para presidente, pedir a cabeça da atual presidente da SHIELD junto com a do Capitão América (porque é culpa deles dois que o Aranha vai morrer) dentre outras coisinhas xD
Vamos falar de assuntos mais interessantes, mesmo que tão agoniantes quanto: MEU TIME! NA FINAL DA LIBERTADORES!!! *-*
Eu não sei vocês, outros loucos da nação Corintiana, mas estou roendo unhas inexistentes (uma vez que as minhas são sempre curtas demais para qualquer coisa) de ansiedade esperando o último jogo >.< Aliás, to sofrendo desde o primeiro jogo com o Santos D: mas nem valeu a pena e.e achei umas coisinhas mornas e_e mas não sou especialista o.o e espero um bom resultado quarta que vem *-* PRIMEIRA TAÇA LIBERTADORES *O* Farei uma crônica de homenagem a meu time no caso da vitória (que deve ser bem provável *-* estou abrindo mão de meu usual pessimismo pelo meu time).
VAI CORINTHIANS!!!! \O/
...e cá estou eu, a falar abobrinhas de novo xD Tudo bem que Homem-Aranha e Corinthians não são abobrinhas, mas sinto que estou sendo mais infantil que o normal nesse início de postagem xD Sinto muito, leitor, mas não tenho absolutamente mais nada construtivo para dizer o.o posso comentar o caso da UFU (a prova que vazou na segunda fase) ou falar das provas da UFU, UFTM e Uerj, mas me parecem assuntos tão maçantes para se compartilhar com pessoas que estão fora desse universo de vestibulando ._. Não que comentários sobre super-heróis ou sobre minhas esperanças para meu time sejam mais interessantes, mãs eu to afim de compartilhar e se você leu até aqui é porque deve estar interessante de alguma maneira espero xD me sentiria uma PÉSSIMA anfitriã no meu palácio (meu bloguitito) se estivesse (muito) chato até aqui xD
Mãs posso dizer que não estou tão atrasada com meus estudos mesmo com essas duas semanas sem fim de semana =D Tipo, tem matérias que estou 3 semanas atrasadas x.x mas em outras estou no dia =) no todo, estou bem até =D E não é só em matérias que eu gosto que estou em dia o.o estou em dia com uma química(de 3), duas matemáticas (de 3) e uma física (de 4) o.o e eu ODEIO exatas. Em contra partida, atrasei duas biológicas e uma história, matérias que eu AMO de paixão o.o bom que eu vou conseguir tirar na primeira semana de férias *-*
AHHHH FÉRIAS *-* que palavrinha linda *-*
É a época do ano que eu hiberno em todos os sentidos *-*
Um bom tempo pra eu pensar sobre a minha total inaptidão com o gênero masculino da nossa espécie x.x Sério, sou uma amebinha em jogos de sedução çç
Um último assunto retardado, totalmente nonsense, antes que passemos ao que interessa (o poema da vez): MEU FONE DE OUVIDO TÁ QUASE FAZENDO ANIVERSÁRIO 8D!!!!
Não sei vocês, mas fones de ouvido quebram muito fácil comigo o.o Esse aqui tá fazendo quase um aninho de existência *-* tá todo remendadinho, acho que ele tá quebrando meu iPod, MÃS ele tá vivo um ano xD
Merecia essa notinha tosca no blog 8D
Agora, CHEGA DE BOSTEJO!!! XD
Meu poema de hoje fiz em uma noite (madrugada? Manhã? Sei lá!) de insônia na véspera da Uerj. Depois que eu cansei de ficar deitada e resolvi levantar e ficar sentada na varanda do apartamento dos meus tios. Amanheceu um dia lindo! E poeta não agüenta ver uma coisa bonitinha e já quer fazer poesia xD
Espero que gostem <3
Agradecimentos especiais ao Montandon (Não quero comentar esse vest maldito D8 e nunca vi Mad Men pra entender a referencia o.o Tô pior que o Cap América nesse quesito pelo jeito pq eu NASCI nessa era e não consigo pegar as referências XD) e a Sabrina (é claro que eu vou te citar xD ADORO citar quem comenta minhas postagens (a não ser que a pessoa não goste o.o se vc não gostar é só dar um toque que eu paro) e espero que vc ainda goste desses comentários bestas que eu fiz xD cara, dessa vez eles ficaram MUITO bestas). E a qualquer um que esteja acompanhando esse bloguitinho mesmo com esses meus eternos hiatos.
Agora, sem mais blá-blá-blá, AO POEMA /O/
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Luzes da Alvorada
As luzes da alvorada
Me levantaram esta manhã.
As luzes da alvorada
Me livraram da insônia terçã.
As luzes da alvorada
Me libertam da insone ditadura.
As luzes da alvorada
Me livram da insone tortura.
As luzes da alvorada
Declaram um novo dia.
As luzes da alvorada
Despertam da cidade a sinfonia.
As luzes da alvorada
Trazem da festa o final.
As luzes da alvorada
Trazem o bêbado e o jornal.
As luzes da alvorada
Iluminam minha poesia com calor.
As luzes da alvorada
Iluminam o Cristo Redentor.
As luzes da alvorada,
Tão belas... Tão sublimes... Tão cariocas.
As luzes da alvorada
Despertam as deidades de suas tocas.
As luzes da alvorada
São como um poema sem fim.
As luzes da alvorada
Trazem um novo dia para mim.
E eis que o sol vai raiar
Espantando a noite com raios de nada.
Eis que o sol vai brotar
Murchando, enfim, a madrugada.
Eis o sol, com dedos quentes a pintar
As últimas delícias das belas luzes da alvorada.
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Este poema não esconde seu local de origem xD.
Mas verdade seja dita: o Rio é lindo!
E uma curiosidade: mesmo com insônia e tudo consegui acertar 54 questões na Uerj.
54 de 60 questões xD
Sobre o poema, sim: ele é bem repetitivo, mas ficou bem musical na minha humilde opinião =)
Agora tenho de ir o.o
A CAMA ME CHAMA \O/
Au Revoir and sweet dreams! o/
Benvenuto
Bem vindos ao humilde palácio literário desta humilde autora, que pode não ser imortal, mas tem a mania de renascer das cinzas de vez em quando. Fique a vontade para entrar em qualquer cômodo ou em qualquer texto, por favor só não alimente os monstros dos armários.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Um poema com viés crítico
Eu começo aqui
Uma nova tradição
Pra iniciação.
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Bon soir mes amis
Como meu haikai já disse, resolvi começar uma tradição de fazer um haikai ao vivo, à cores e se mexendo toda vez que começar o post da semana \O/ porque eu sou ti mais e porque um haikai é muito fácil e simples o.o como essa semana é a primeira oficial dos haikais (o da semana passada foi só um tira-gosto) ele não fala nada de nada do post de hoje, mas os próximos serão uma espécie de aperitivo do poema/conto do dia.
Já vou logo dizendo que estou depressiva essa semana ._. Bem pra baixo e murchinha, e meu poeminha de hoje reflete um pouco disso. É meio que uma reflexão sobre o mundo moderno. Mas não falarei muito dele ou vou ficar me sentindo um daqueles artistas intelectualóides chatos pra caramba que se acha "o politizado".
Também tô meio mal de nervoso. Tenho vestibular amanha. E antes que você comece "ZOE, SUA IRRESPONSÁVEL!!! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NA NET AINDA!!!" a prova é de tarde e.e
Não tenho muito mais o que dizer ._.
Ah! Um super obrigado a Sabrina pelo apoio ao blog =D que bom que você gostou e espero que você apareça mais vezes.
Agora sem mais delongas, ao poema
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Dollarismo
Não sei bem quem quero ser.
Não tenho pátria. Pátria pra quê?
Não tenho a minha ideologia pra viver.
Só uma marca no peito sem porquê.
Meu bolso é meu ponto mais dolorido
E não faço a menor idéia de quem sou.
Tenho pensamentos pouco envolvidos
E um coração que jamais amou.
A Dow Jones mede minha felicidade,
As margens de lucro são minha frustração.
As comodites ditam minha identidade,
Na minha alma, manda meu cartão.
Mas apesar de todo esse vazio em minha vida,
Eu ainda tenho uma única religião.
O Dollar é minha divindade distorcida
E o Mundo-Mercado, minha danação.
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Que acharam?
Ele é meio depressivo, eu sei, mas gosto dele. É raro eu conseguir um poema com viés de crítica social, mas esse ficou bem legal e crítico.
Pra quem não notou o óbvio, o poema é uma crítica à maneira como a sociedade se comporta com relação ao mercado. Somos escravos do mercado? Eu creio que sim. Somos mais fiéis ao dólar do que a nossa pátria, religião ou nós mesmos.
A propósito, esse poema surgiu no meio de uma discussão sobre o quando a política ainda existe. Quase não resta política hoje em dia. Só temos mercado.
Mãs chega de falar disso.
Tô com dor de cabeça e cansada. Espero mesmo que vocês estejam melhores que eu, mes amis.
Au revoir, and sweet dreams
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Um haikai
Ando assim sem tempo
Pra ter novas fantasias
Em Prosa ou em Poesia.
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Bon soir, mes amis
Estou tão sem tempo para tudo que nem um poema decente consegui fazer para meu amado bloguinho.
Além de eu estar atrasada com a matéria (de novo, só pra variar um pouquinho), minha psicóloga e meu prof de história geral conseguiram me convencer que fazer resumos pra colar na parede é bom pros estudos. Estamos em maio. As aulas começaram em março. Tenho, simplesmente três longos meses para por na parede de todas as matérias x.x (e como eu sou meio megalomaníaca, pretendo forrar a parede da sala toda até o final do ano xD já to indo no caminho certo xD)
Vim só pra mandar lembranças com este singelo Haikai. Um haikai é um poema de origem japonesa (o que é meio ÓBVIO com um nome desses) de 3 versos com 5/7/5 sílabas poéticas nessa ordem e obrigatoriamente.
É até piada fazer haikai quando eu já faço sonetos e baladas com métrica desde os 15 anos -q
Fazer o que se estou sem tempo ._.
O poema é auto explicativo. Nem precisa de título.
Agora devo ir o.o volto semana que vem (eu espero) com algo mais digno de vocês leitores e do meu blog (tentarey x.x)
Au Revoir o/
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Feliz aniversário para moi \O/
BON SOIR MES AMIS \O/
Passo rapidinho pelo motivo mais egoísta do mundo. Mas hoje eu não dou a mínima pra isso xD
FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM \O/
E como tudo que eu faço é servi-los, trouxe um poema meio capenga pra comemorar xD
Minha vontade era ter feito um super conto com a temática dos Vingadores o.o (minha cabeça foi meio invadida por eles desde que vi o filme), mas estou SUPER SEM TEMPO PRA MAIS NADA 8D
Nem deveria estar aqui o.o vim só porque eu disse que vinha o.o
Tenho de ser SUPER rápida o.o então, primeiro, obrigado a todo mundo que lembrou do meu níver =) nem que tenha sido pelo Facebook xD
Segundo, O POEMA /O/
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Diva de 20 anos
Hoje, senhores, completo vinte anos!
Duas décadas de Divina Existência!
Dona de uma própria inteira Era!
7305 dias de perfeita Proficiência!
Que vi da vida até então?
Mais do que contam os profetas.
Criei mil e um castelos de imaginação,
E bebi muito da água dos poetas.
Agora sigo vivendo: a vida continua.
Já disse a música: o tempo não pára.
Prossigo a reinar sobre a Lua e a Rua,
E vida longa para minha pessoinha rara!
-------------------------//-------------------------
Foi feito hoje, meio nas coxas, mas sintetiza bem o dia xD
Agora tenho de ir xD pode até ter sido meu aniversário hoje, mas também foi mais um dia mais próximo da minha morte e, pior que isso: um dia mais próximo do vestibular D8
Eu adoraria ficar e filosofar sobre a morte, mãs TÔ ATRASADA PRA CARALEO NA MATÉRIA E TENHO DE ESTUDAR D8
O blog volta a programação normal dele no sábado ou no domingo xD nas últimas 2 semanas as postagens foram meio anômalas porque eu tava cheia de coisas pra fazer. Apesar de eu estar atrasada, até o fim de semana me ajeito e volto a freqüência bonitinha de sempre por aqui 8)
Agora tenho de ir meus amores xD
Au revoir~
Passo rapidinho pelo motivo mais egoísta do mundo. Mas hoje eu não dou a mínima pra isso xD
FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM \O/
E como tudo que eu faço é servi-los, trouxe um poema meio capenga pra comemorar xD
Minha vontade era ter feito um super conto com a temática dos Vingadores o.o (minha cabeça foi meio invadida por eles desde que vi o filme), mas estou SUPER SEM TEMPO PRA MAIS NADA 8D
Nem deveria estar aqui o.o vim só porque eu disse que vinha o.o
Tenho de ser SUPER rápida o.o então, primeiro, obrigado a todo mundo que lembrou do meu níver =) nem que tenha sido pelo Facebook xD
Segundo, O POEMA /O/
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Diva de 20 anos
Hoje, senhores, completo vinte anos!
Duas décadas de Divina Existência!
Dona de uma própria inteira Era!
7305 dias de perfeita Proficiência!
Que vi da vida até então?
Mais do que contam os profetas.
Criei mil e um castelos de imaginação,
E bebi muito da água dos poetas.
Agora sigo vivendo: a vida continua.
Já disse a música: o tempo não pára.
Prossigo a reinar sobre a Lua e a Rua,
E vida longa para minha pessoinha rara!
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Foi feito hoje, meio nas coxas, mas sintetiza bem o dia xD
Agora tenho de ir xD pode até ter sido meu aniversário hoje, mas também foi mais um dia mais próximo da minha morte e, pior que isso: um dia mais próximo do vestibular D8
Eu adoraria ficar e filosofar sobre a morte, mãs TÔ ATRASADA PRA CARALEO NA MATÉRIA E TENHO DE ESTUDAR D8
O blog volta a programação normal dele no sábado ou no domingo xD nas últimas 2 semanas as postagens foram meio anômalas porque eu tava cheia de coisas pra fazer. Apesar de eu estar atrasada, até o fim de semana me ajeito e volto a freqüência bonitinha de sempre por aqui 8)
Agora tenho de ir meus amores xD
Au revoir~
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domingo, 13 de maio de 2012
Feliz dia das Mães
Bonjour, mes très cher amis! \o/
Depois de um breve inverno, cá estou eu nesse dia tão especial falando ao vivo e me mexendo neste bloguinho.
Antes de mais nada, um Feliz dia das Mães para todos. \o/
Vim pra falar pouco de mim hoje.
A semana foi corridíssima, principalmente porque me mantive fiel a promessa que eu fiz e TÁ-DAM! \o/ um conto fresquinho saído agorinha do forno. Conseguem sentir o cheirinho bom!?
Esse conto, já aviso que é meio macabro. o.o Só um pouquinho. E tem uma piadinha com os evangélicos (ou com religião, depende de como você interpreta). Não sejam fanáticos com ela, foi só uma piada. o.o
Ele é bem especial pra mim pelo simples motivo que ele se passa no Brasil. o.o pra quem me conhece, sabe que tenho um poderoso sentimento anti-patriótico. Minhas histórias se passam praticamente todas na Europa, algumas poucas em Nova Iorque. Ter uma história toda em solo nacional é uma das maiores homenagens que eu poderia prestar as mães nesse dia, porque essas histórias são uma raridade sem tamanho.
Bom, dedico essa aqui para a minha mãe. Acho que ela nem vai ler e se ler nem vai gostar, mas vai dedicado para ela mesmo assim.
Agradeço a todos que passaram por aqui na minha ausência e etecetera, mas hoje o foco vai todo pra esse conto.
AGORA! \O/ COM VOCÊS! \O/ O CONTO! \O/
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Em um bairro afastado do centro de uma grande cidade do nordeste, em uma área de subúrbio pobre, havia uma casa antiquíssima, datada da época do Brasil Colônia. Uma velha Casa Grande que permanecia de pé e que a cidade engoliu em seu crescimento desorganizado. Uma velha casa que ninguém conseguia habitar.
Porque naquela casa tinha um fantasma.
Mas não era um simples fantasma.
Era um fantasma que guardava em si tamanha fúria que qualquer ser que ousasse adentrar em seus domínios era morto de forma cruel.
O nome do fantasma era (ou tinha sido) Marjani.
Ex-escrava.
Esposa de um marido morto ainda na África.
Mãe de um filho assassinado injustamente.
E foi este último item que gerou sua fúria.
Pois tudo que Marjani sempre quis foi formar uma família e, mais importante que isso, ela sempre desejou ser mãe.
Arrancaram-na da terra dela, mataram seu marido, tiraram sua liberdade e seus direitos, proibiram sua cultura.
Assassinar seu filho, seu maior desejo, foi a gota d'água.
Matou o senhor que matara seu filho e a família branca dele com um dos facões de cortar cana.
Foi morta quando, enlouquecida, tentou matar os jagunços e um deles tinha uma arma de fogo.
A morte, entretanto, não foi suficiente para aplacar sua ira. Marjani voltou fantasmagórica e tornou aquela casa grande inabitável.
Passaram-se algo em torno de 300 anos com ela 'inabitando' a casa. Talvez mais, talvez menos, mas o resultado final não é muito distante de 300.
Era um dia qualquer de chuva.
Marjani fazia o que sempre fazia quando não tinha uma vítima nova: rangia os dentes e remoía seu ódio ao mundo. Fez isso até ouvir um som baixo de alguém entrando pela cozinha. Um invasor.
A fantasma sorriu cruelmente e flutuou até o cômodo invadido.
Sua única alegria desde a morte do filho era matar invasores.
Ia feliz, cantando até.
Entrou pela porta que ligava sala a cozinha como se ainda fosse viva e logo avistou o forasteiro encolhido próximo ao antigo fogão a lenha. Um garotinho branco.
Marjani tirava sua alegria do ato de matar invasores, principalmente os brancos. Era tão bom matar branco! Era uma espécie de vingança contra tudo que aquela raça ruim fizera com ela.
Aproximou-se silenciosa. Iria primeiro dar um susto no moleque. Matá-lo enquanto tentava correr.
Porém, mal dera dois passos quando ouviu um soluço baixinho, abafado pelos braços magros do menino.
Marjani parou.
Por acaso do destino, o garoto se encolhera no mesmo canto sujo perto do fogão em que o filho dela se encolhia quando os filhos do senhor eram cruéis com ele. O filho dela também escondia o rosto nos bracinhos e abafava soluços até ela chegar e confortá-lo.
A fantasma ficou curiosa diante daquele estranho dejá vù.
Por que chorava o branco?
Pensou por um instante. Podia sanar sua dúvida, matar o menino depois. Duplamente satisfatório.
Terminou de se aproximar da criança e materializou um corpo para si, para poder falar.
- Ei, garoto, o que foi?
Ele ergueu os olhos claros cheios de lagrimas.
- Desculpa! Achei que não tivesse ninguém em casa!
Ele estava molhado devido a chuva. O nariz escorria e os olhos estavam vermelhos. Ele tentou se levantar. Era franzino. Cinco ou seis anos no máximo.
Marjani revirou os olhos sem paciência.
- Perguntei o que há contigo, moleque! - esbravejou rispidamente.
Lágrimas novas brotaram dos olhos claros e ele se encolheu novamente.
- Desculpa! Desculpa! Desculpa!
O gesto despertou a Dó, há muito tempo adormecida, na fantasma. Ainda tinha sede de sangue, mas pela primeira vez em aproximadamente 300 anos conseguiu ignorar isso e focar em outro sentimento. Ficou dois segundos atordoada, desacostumada àquela emoção. (De novo uma leve semelhança ajudara o menino. O filho morto também se encolhia daquele jeito quando chorava).
Após a readaptação à pena, Marjani sentou ao lado dele e começou a passar a mão fria de fantasma nas costas dele pedindo para ele se acalmar. Mas ele apenas chorava.
Ela pensou um pouco no que fazer.
Quando seu filho chorava daquele jeito ela costumava cantar para acalmá-lo.
Foi o que ela fez.
Resgatou do fundo da mente uma canção dos tempo de liberdade. Limpou a garganta (mais como hábito) e começou a cantar em sua língua materna enquanto massageava as costas trêmulas.
Aos poucos o choro foi parando e ele encarava maravilhado o canto de Marjani. Não a interrompeu, com medo de romper o feitiço musical estabelecido pela fantasma.
A música terminou com o tempo.
Por um instante ela quase se questionou o que fazia. O encanto se enfraquecera.
Naturalmente, porém, o menino voltou a alimentar a magia.
- O que fala a música? - ele perguntou intrigado.
Pela primeira vez em 300 anos, Marjani sorriu sem ser por ter matado alguém.
- Conta a história de um guerreiro do meu clã que enfrentou um bando de leões famintos.
- Ele ganhou? Por que ele luta com o leão? Como ele luta? O que aconteceu depois?
A fantasma riu e, resgatando do meio de suas emoções esquecidas a paciência, respondeu todas as perguntas do menino. Nesse tempo a chuva passou e ele disse que tinha de voltar para casa. Mas antes de ir, a fantasma conseguiu responder uma das perguntas que surgiram em sua mente durante a conversa. O nome do menino.
Era Mateus.
No dia seguinte, Marjani amargamente voltara a sua rotina de ranger dentes quando ouviu um suave som na cozinha. Flutuou agressiva para lá, já sentindo gosto do sangue. Entretanto, parado à porta, meio inseguro, estava Mateus.
Ela parou também, ainda invisível, encarando o menino, sem saber o que fazer.
Reagiu por hábito, sentindo o que sempre sentia: raiva. Todavia, sua raiva estava bem amaciada devido aos eventos do dia anterior.
Materializou- se diante dele com a testa franzida, braços cruzados e sem se importar se o assustaria ou não.
-O que está fazendo aqui?
Mateus se sobressaltou. Desviou os olhos dela nervoso e remexia na barra da camiseta suja que usava.
- Eu queria que... Só se der... Sabe... Que... Que...
Ela revirou os olhos.
- Fale de uma vez!
Ele a encarou, seus olhos claros cheios de expectativa.
- Pode cantar de novo pra mim?
Ela franziu ainda mais a testa. A pergunta a podia tê-lá desarmado um pouco, mas ainda predominava a raiva.
- Por quê?!
A criança voltou a demonstrar nervosismo.
- É que é tão bonito e você deve estar tão sozinha, moça-fantasma, e aí deu vontade de vir e... E...
Mas não era preciso mais nada além do segundo motivo para convencê-la. Marjani se sentia só desde o instante que mataram seu querido filho.
Só com sua raiva.
Desarmou sua expressão e suas defesas. O encarou sem saber o que fazer.
O menino devolveu o olhar, já muito nervoso.
- ...desculpa. Eu vou embora...
- Não! - Marjani se sobressaltou. Mateus a encarou esperançoso - Eu posso cantar sim... Se quiser...
O rostinho dele se iluminou.
- Verdade?
Ela sorriu também, sentou-se no banco velho da cozinha e sinalizou para que ele sentasse também. Escolheu outra música de tempos imemoráveis e cantou como se fosse nova. Seguiu-se outra bateria de perguntas. Mateus fazia uma atrás da outra. Conversaram até o entardecer quando ele disse cheio de tristeza (e até meio assustado, com medo de apanhar) que tinha de voltar.
Fizeram a mesma coisa no dia seguinte, no dia depois e depois disso.
Marjani no início estranhava a presença de Mateus, mas depois que se acostumou ao menino cada momento que ele se atrasava a deixava com os nervos à flor da pele. Ela pegou mania de descontar isso na mobília. O segundo andar da casa já estava todo destruído.
Ele passou a ser a alegria dela.
Com o tempo, Marjani foi aprendendo coisas sobre a vida curta e complicada de Mateus.
A mãe fugiu com o amante quando o menino era muito pequeno, ele mal se lembrava dela. O pai afogava qualquer frustração (e eram várias) em um copo de bebida e era um bêbado violento. Mateus ia para lá fugindo da agressividade do pai.
Mas apesar das adversidades, o menino era brilhante.
Quando acabaram as canções, primeiro ele tentou cantar para ela, mas Marjani não entendia como "vem fazer um lêlêlê, se eu te pegar você vai ver" podia ser música. Então Mateus olhara para ela nervoso e perguntara:
- Você quer que eu te conte uma história?
Aqueles grandes olhos claros a olhavam com esperança.
Com aquele contato todo, Marjani já percebera que não conseguia dizer não para aqueles olhos. Estranhamente lembravam os grandes olhos cor de ônix de seu filho falecido. Tinham o mesmo brilho forte, a diferença era que os do filho brilhavam como estrelas no céu escuro; os de Mateus, no céu claro.
Ela sorriu.
Claro, querido, conte.
Ele sorriu também e contou mil e uma histórias que ele mesmo criava.
Um garoto brilhante.
Falava pelos cotovelos suas idéias. Algumas com dragões e cavaleiros, outras com onças e índios, outras com leões e guerreiros como os do clã dela. Algumas até conseguiam juntar tudo isso e um pouco mais.
Certo dia, Marjani ficou cismada em entender o que era um castelo (nunca vira um em toda sua vida). Com naturalidade, Mateus respondeu:
- Ah, mãe, cê sabe, né? Aqueles castelos de pedras e Torres e coisa e tal...
Ele continuou falando, mas ela parara de escutar.
Mãe.
Mãe!
Mãe?
Como assim "mãe" ?
Mateus percebeu a distração dela e a encarou sem entender.
- Que foi, mãe?
Marjani o encarou.
Como pudera ser tão cega?
Ao pouquinhos aquele garoto branco conseguira se tornar seu filho, não por sangue, mas por espírito. Só agora ela via isso. Já não mais aguardava visitantes para saciar sua sede de sangue, nem ficava a ranger dentes pelos cantos. Claro, podia até destruir a mobília de preocupação esperando por ele, mas ela já não cultivava toda a raiva de antes. Desenvolvera afeto por ele, e ele, pelo visto, fizera o mesmo.
Marjani sorriu para Mateus.
- Nada, querido. Continue.
Ele sorriu também e continuou, animado e tagarela como sempre.
Encontravam-se toda tarde logo após o horário de almoço e conversavam até o entardecer quando ele tinha de voltar para casa para não apanhar.
Ficaram mais ou menos um ano com esses encontros vespertinos. O ano que valeu mais para Marjani do que os 300 anteriores.
Porém uma noite a situação mudou drasticamente.
Chovia, e Marjani encarava a chuva pela janela do segundo andar distraída. À noite antigamente ela ficava rangendo dentes, agora ficava pensando nas histórias que Mateus lhe contava durante o dia. Era o mais próximo que ela chegava de sonhar em séculos.
Ela encarava a chuva "sonhando", quando ouviu um barulho brusco, provavelmente da cozinha. Se fosse antigamente, desceria com sede de sangue. Agora ela levantou as sobrancelhas surpresa e ficou curiosa para ver quem era, pois não era comum visitantes àquela hora com aquele tempo. Mateus, de certo modo aplacara a sede de sangue. (na realidade, sua sede de sangue fora aplacada por um motivo prático. Marjani ainda tinha raiva o tempo todo, mas tinha total noção da sujeira que matar uma pessoa geraria. E agora tinha criança na casa! Não podia simplesmente ficar matando aí em qualquer lugar que o menino visse, e ia ser um inferno para limpar tudo antes dele chegar.).
Foi flutuando invisível até o andar de baixo. Da sala de jantar através da porta que ia para a cozinha, viu Mateus, ensopado e choroso, correndo de um homem, tão encharcado quanto a criança, que segurava um cinto de forma ameaçadora.
Marjani imediatamente se materializou e assim que o menino a viu correu até ela. A fantasma abraçou o garoto choroso e o homem se aproximou.
- Larga dessa preta, moleque! Vem me enfrentar como homem! - esbravejou com a língua meio mole.
Agora olhando de perto, Marjani percebeu como ele era parecido com Mateus. Provavelmente era o pai agressivo de quem tanto ouviu falar.
- Mãe! Mãe! Socorro mãe! - soluçou Mateus se agarrando nela.
Marjani sorriu, a sede de sangue atingindo seu máximo pico de todos os tempos.
- Querido, corre até a casa do vizinho, está bem?
Ele a encarou choroso e assustado.
- Mas...
Ela sorriu para ele.
- Tudo bem, querido. Eu converso com teu pai.
O menino assentiu e correu para a saída na frente da casa. O pai tentou correr atrás dele, mas Marjani se pôs na frente dele.
- Saia da frente, preta suja!
Ela sorriu cruel.
Os gritos dele, apesar da chuva, foram ouvidos a três casas de distância.
Os brancos lhe tiraram um de seus filhos. Não iriam tirar outro.
O vizinho que recebeu Mateus, deixou o menino com a esposa e foi ver o que acontecia na casa velha. Encontrou um emaranhado de sangue, vísceras e carne dilacerada rodeando uma negra com roupas antigas e sujas de sangue e que ria enlouquecida enquanto cortava ainda mais a carne com um grande facão.
Ele correu dali e acionou imediatamente a polícia. Quando esta chegou, encontrou apenas o corpo, que teve de ser retirado em saquinhos. Nada da assassina.
Marjani assistiu a tudo invisível, segurando a risada cruel e o riso de alívio.
Aquele bruto mereceu o castigo! E agora Mateus não teria que se preocupar mais com o pai violento!
Perfeito.
Exceto pelo fato que, depois daquela noite, Mateus não voltou mais.
A polícia esteve lá várias vezes atrás de provas, mas nada encontrou.
E nada de Mateus.
O grupo evangélico do bairro foi lá para fazer uma seção de exorcismo na casa velha. Marjani não entendeu direito o que eles faziam e falavam. Algo sobre o sangue de um tal de 'Gézuis' e poder. Ela não entendeu a relação, mas achou graça daquele bando de fanáticos.
E nada de Mateus.
Outras pessoas apareceram por ali. Curiosos, adolescentes buscando encrenca, crianças brincando de pique-esconde. A fantasma passou a assustar todos de lá, cansada de tanto assédio a sua moradia.
E, novamente, nada de Mateus.
Depois de quatro dias, Marjani estava mais do que aflita e preocupada. Onde estava seu menino? (Nada ela sabia sobre serviços sociais e orfanatos, não existiam na época dela).
Que teria acontecido com ele?
Foi então que uma conclusão horrível cruzou a mente dela.
Por que ele voltaria ao local onde o pai fora morto? Bem ou mal, aquele cara ruim era o pai de Mateus. E ele era um bom menino que provavelmente amava o pai. Ele provavelmente a odiava agora!
Pelos deuses!
O que ela fizera?!
Mil e uma lágrimas fantasmagóricas ela derramou quando percebeu seu erro. Tinha tentado proteger seu filho, mas acabara por afastá-lo de si.
Uma melancolia tomou conta de Marjani. Ela ficava agora se lamentando pelos cantos. Já não matava ninguém, por remorso. Assustava as pessoas porque queria ficar sozinha se lamentando. Nada agora lhe dava felicidade.
Foi como perder outro filho.
Tentou até sair da casa para procurá-lo, mas 300 anos tinham se passado desde a última vez que saíra de lá. O mundo tinha ficado confuso demais para Marjani.
Chorava e choramingava o tempo todo.
Passaram-se alguns anos nessa tristeza sem fim. Algo próximo a 20, talvez um pouco a mais, talvez um pouco a menos.
Era uma manhã cedinho de sol.
A fantasma se lamentava no canto mais escuro do segundo andar, quando, mais uma vez, ouviu o som de alguém entrando pela cozinha.
Ela torceu para o invasor ir logo embora.
Ele não foi.
Marjani então puxou seus cabelos de frustração e gritou a plenos pulmões:
- VÁ EMBORA!
Ouviu então passos cambaleantes, como alguém que toma um susto e dá um ou dois passos para trás. Entretanto, a pessoa não recuou mais do que isso e teve a ousadia de perguntar em voz alta:
- Tem alguém aí?
A fantasma ficou irritada. Quem aquele estranho pensava que era para invadir a casa dos outros e exigir satisfações? Desceu fazendo barulhos fantasmagóricos e jogando as coisas pela casa. Passou pela porta que ligava a sala de jantar com a cozinha e se materializou de supetão emanando aura fantasma na frente do estranho.
Era um homem branco alto de olhos claros perspicazes. Segurava um buque de flores brancas. A encarava surpreso, mas não assustado.
- Eu lembrava da sua aparição bem diferente.
- Que quer dizer estranho!? - Marjani esbravejou em tom de voz de assombração.
Ele coçou o queixo com o braço livre.
- Da voz também. Bem diferente.
Ela perdeu a paciência e materializou seu facão. Não iria matá-lo, só dar um susto e o por para correr. Antes que a fantasma pudesse erguer a arma, porém, o homem mostrou as mãos em um gesto de boa vontade.
- Calma! Mãe, calma...
Diante das palavras dele, toda a aura fantasma ameaçadora desapareceu e ela finalmente o reconheceu.
- ...Mateus?
Mateus sorriu para ela.
- Faz bastante tempo não é, mamãe?
Ela correu e o abraçou.
- Onde você esteve?! Tem noção de como eu estava preocupada?! Como você está?! Está bem?! O que aconteceu?! Me diga!
Ele sorriu mais.
- Aconteceu tanta coisa! Desculpa eu te preocupar. Tenho tanto para te contar... Mas antes... - ele ofereceu o buque para ela - Feliz dia das Mães!
Marjani não tinha a menor noção do que vinha a ser o dia das mães, mas gostou da idéia. Principalmente porque naquele dia se realizava seu maior sonho.
Seu filho ali, com ela.
Sorriu.
Nessa hora sentiu seu corpo se esquentar pela primeira vez em séculos. Um calor agradável que se espalhou por ela. Sua pele emanava brilho.
Mateus se sobressaltou.
- Mãe, o que é isso?
Ela continuou sorrindo.
- Acho que chegou a hora d'eu seguir caminho.
Ele ficou aflito.
- Mas por quê? Logo agora que consegui te reencontrar! Eu preciso de você mãe!
Marjani acariciou o rosto dele.
- Não tenho mais minha raiva ou minha tristeza me prendendo à terra agora que você voltou. E eu vou estar sempre com você, querido filho. - ela beijou a testa dele (Teve de ficar na ponta dos pés. Céus! Como ele crescera!) - Adeus querido, e obrigada por tudo.
O espírito dela desapareceu na luz da manhã.
Para onde foi, eis um belo mistério.
Mateus ficou abobado sem entender o que acontecera por alguns instantes. Quando deu por si de novo percebeu que chorava.
Chorou por alguns momentos. Depois riu de si mesmo e enxugou um pouco as lágrimas. Era melhor que as coisas fossem daquele jeito, mesmo ele não gostando do desfecho. Não era natural a permanência dela na terra. Sua mãe tivera mesmo de ir para um lugar melhor.
Caminhou até próximo ao antigo fogão, no local onde 20 anos antes ele se sentara pela primeira vez com a mãe. Mal se lembrava da música que ela cantara, mas jamais se esqueceria da história que ela contava.
Depositou as flores ali.
Sorriu triste.
- Feliz dia das mães, mamãe. Espero que esteja bem. Te amo muito.
------------------------//------------------------
E aí? Gostaram?
Esse conto foi basicamente escrito em dois dias. Não, eu não menti quando disse que passei um tempão escrevendo ele. É que primeiro fiquei uma semana inteira patinando em um protótipo mal feito dele que tava ENORME mas chato pra cacete. Aí nessa sexta os deuses da inspiração resolveram me agraciar com um sopro divino e veio isso. Nada mal na minha modesta opinião, uma vez que contei toda a história que eu queria.
Foi bem legal escrevê-lo. Foda foi digitar esta merda pelo iPod x.x
Mas enfim, eu devo dar as caras por aqui essa semana de novo na quarta o.o
É que quarta é meu aniversario xD
Pretendo fazer outro conto para por aqui, MAS NÃO PROMETO PORRA NENHUMA DESSA VEZ Ò.Ó. Então não criem grandes esperanças o.o pretendo tentar fazer outra coisa sim, mas não sei se agüento outra maratona como a desse conto de hoje nessa mesma semana x.x
Enfim, Au revoir mes amis~
Depois de um breve inverno, cá estou eu nesse dia tão especial falando ao vivo e me mexendo neste bloguinho.
Antes de mais nada, um Feliz dia das Mães para todos. \o/
Vim pra falar pouco de mim hoje.
A semana foi corridíssima, principalmente porque me mantive fiel a promessa que eu fiz e TÁ-DAM! \o/ um conto fresquinho saído agorinha do forno. Conseguem sentir o cheirinho bom!?
Esse conto, já aviso que é meio macabro. o.o Só um pouquinho. E tem uma piadinha com os evangélicos (ou com religião, depende de como você interpreta). Não sejam fanáticos com ela, foi só uma piada. o.o
Ele é bem especial pra mim pelo simples motivo que ele se passa no Brasil. o.o pra quem me conhece, sabe que tenho um poderoso sentimento anti-patriótico. Minhas histórias se passam praticamente todas na Europa, algumas poucas em Nova Iorque. Ter uma história toda em solo nacional é uma das maiores homenagens que eu poderia prestar as mães nesse dia, porque essas histórias são uma raridade sem tamanho.
Bom, dedico essa aqui para a minha mãe. Acho que ela nem vai ler e se ler nem vai gostar, mas vai dedicado para ela mesmo assim.
Agradeço a todos que passaram por aqui na minha ausência e etecetera, mas hoje o foco vai todo pra esse conto.
AGORA! \O/ COM VOCÊS! \O/ O CONTO! \O/
------------------------//------------------------
Em um bairro afastado do centro de uma grande cidade do nordeste, em uma área de subúrbio pobre, havia uma casa antiquíssima, datada da época do Brasil Colônia. Uma velha Casa Grande que permanecia de pé e que a cidade engoliu em seu crescimento desorganizado. Uma velha casa que ninguém conseguia habitar.
Porque naquela casa tinha um fantasma.
Mas não era um simples fantasma.
Era um fantasma que guardava em si tamanha fúria que qualquer ser que ousasse adentrar em seus domínios era morto de forma cruel.
O nome do fantasma era (ou tinha sido) Marjani.
Ex-escrava.
Esposa de um marido morto ainda na África.
Mãe de um filho assassinado injustamente.
E foi este último item que gerou sua fúria.
Pois tudo que Marjani sempre quis foi formar uma família e, mais importante que isso, ela sempre desejou ser mãe.
Arrancaram-na da terra dela, mataram seu marido, tiraram sua liberdade e seus direitos, proibiram sua cultura.
Assassinar seu filho, seu maior desejo, foi a gota d'água.
Matou o senhor que matara seu filho e a família branca dele com um dos facões de cortar cana.
Foi morta quando, enlouquecida, tentou matar os jagunços e um deles tinha uma arma de fogo.
A morte, entretanto, não foi suficiente para aplacar sua ira. Marjani voltou fantasmagórica e tornou aquela casa grande inabitável.
Passaram-se algo em torno de 300 anos com ela 'inabitando' a casa. Talvez mais, talvez menos, mas o resultado final não é muito distante de 300.
Era um dia qualquer de chuva.
Marjani fazia o que sempre fazia quando não tinha uma vítima nova: rangia os dentes e remoía seu ódio ao mundo. Fez isso até ouvir um som baixo de alguém entrando pela cozinha. Um invasor.
A fantasma sorriu cruelmente e flutuou até o cômodo invadido.
Sua única alegria desde a morte do filho era matar invasores.
Ia feliz, cantando até.
Entrou pela porta que ligava sala a cozinha como se ainda fosse viva e logo avistou o forasteiro encolhido próximo ao antigo fogão a lenha. Um garotinho branco.
Marjani tirava sua alegria do ato de matar invasores, principalmente os brancos. Era tão bom matar branco! Era uma espécie de vingança contra tudo que aquela raça ruim fizera com ela.
Aproximou-se silenciosa. Iria primeiro dar um susto no moleque. Matá-lo enquanto tentava correr.
Porém, mal dera dois passos quando ouviu um soluço baixinho, abafado pelos braços magros do menino.
Marjani parou.
Por acaso do destino, o garoto se encolhera no mesmo canto sujo perto do fogão em que o filho dela se encolhia quando os filhos do senhor eram cruéis com ele. O filho dela também escondia o rosto nos bracinhos e abafava soluços até ela chegar e confortá-lo.
A fantasma ficou curiosa diante daquele estranho dejá vù.
Por que chorava o branco?
Pensou por um instante. Podia sanar sua dúvida, matar o menino depois. Duplamente satisfatório.
Terminou de se aproximar da criança e materializou um corpo para si, para poder falar.
- Ei, garoto, o que foi?
Ele ergueu os olhos claros cheios de lagrimas.
- Desculpa! Achei que não tivesse ninguém em casa!
Ele estava molhado devido a chuva. O nariz escorria e os olhos estavam vermelhos. Ele tentou se levantar. Era franzino. Cinco ou seis anos no máximo.
Marjani revirou os olhos sem paciência.
- Perguntei o que há contigo, moleque! - esbravejou rispidamente.
Lágrimas novas brotaram dos olhos claros e ele se encolheu novamente.
- Desculpa! Desculpa! Desculpa!
O gesto despertou a Dó, há muito tempo adormecida, na fantasma. Ainda tinha sede de sangue, mas pela primeira vez em aproximadamente 300 anos conseguiu ignorar isso e focar em outro sentimento. Ficou dois segundos atordoada, desacostumada àquela emoção. (De novo uma leve semelhança ajudara o menino. O filho morto também se encolhia daquele jeito quando chorava).
Após a readaptação à pena, Marjani sentou ao lado dele e começou a passar a mão fria de fantasma nas costas dele pedindo para ele se acalmar. Mas ele apenas chorava.
Ela pensou um pouco no que fazer.
Quando seu filho chorava daquele jeito ela costumava cantar para acalmá-lo.
Foi o que ela fez.
Resgatou do fundo da mente uma canção dos tempo de liberdade. Limpou a garganta (mais como hábito) e começou a cantar em sua língua materna enquanto massageava as costas trêmulas.
Aos poucos o choro foi parando e ele encarava maravilhado o canto de Marjani. Não a interrompeu, com medo de romper o feitiço musical estabelecido pela fantasma.
A música terminou com o tempo.
Por um instante ela quase se questionou o que fazia. O encanto se enfraquecera.
Naturalmente, porém, o menino voltou a alimentar a magia.
- O que fala a música? - ele perguntou intrigado.
Pela primeira vez em 300 anos, Marjani sorriu sem ser por ter matado alguém.
- Conta a história de um guerreiro do meu clã que enfrentou um bando de leões famintos.
- Ele ganhou? Por que ele luta com o leão? Como ele luta? O que aconteceu depois?
A fantasma riu e, resgatando do meio de suas emoções esquecidas a paciência, respondeu todas as perguntas do menino. Nesse tempo a chuva passou e ele disse que tinha de voltar para casa. Mas antes de ir, a fantasma conseguiu responder uma das perguntas que surgiram em sua mente durante a conversa. O nome do menino.
Era Mateus.
No dia seguinte, Marjani amargamente voltara a sua rotina de ranger dentes quando ouviu um suave som na cozinha. Flutuou agressiva para lá, já sentindo gosto do sangue. Entretanto, parado à porta, meio inseguro, estava Mateus.
Ela parou também, ainda invisível, encarando o menino, sem saber o que fazer.
Reagiu por hábito, sentindo o que sempre sentia: raiva. Todavia, sua raiva estava bem amaciada devido aos eventos do dia anterior.
Materializou- se diante dele com a testa franzida, braços cruzados e sem se importar se o assustaria ou não.
-O que está fazendo aqui?
Mateus se sobressaltou. Desviou os olhos dela nervoso e remexia na barra da camiseta suja que usava.
- Eu queria que... Só se der... Sabe... Que... Que...
Ela revirou os olhos.
- Fale de uma vez!
Ele a encarou, seus olhos claros cheios de expectativa.
- Pode cantar de novo pra mim?
Ela franziu ainda mais a testa. A pergunta a podia tê-lá desarmado um pouco, mas ainda predominava a raiva.
- Por quê?!
A criança voltou a demonstrar nervosismo.
- É que é tão bonito e você deve estar tão sozinha, moça-fantasma, e aí deu vontade de vir e... E...
Mas não era preciso mais nada além do segundo motivo para convencê-la. Marjani se sentia só desde o instante que mataram seu querido filho.
Só com sua raiva.
Desarmou sua expressão e suas defesas. O encarou sem saber o que fazer.
O menino devolveu o olhar, já muito nervoso.
- ...desculpa. Eu vou embora...
- Não! - Marjani se sobressaltou. Mateus a encarou esperançoso - Eu posso cantar sim... Se quiser...
O rostinho dele se iluminou.
- Verdade?
Ela sorriu também, sentou-se no banco velho da cozinha e sinalizou para que ele sentasse também. Escolheu outra música de tempos imemoráveis e cantou como se fosse nova. Seguiu-se outra bateria de perguntas. Mateus fazia uma atrás da outra. Conversaram até o entardecer quando ele disse cheio de tristeza (e até meio assustado, com medo de apanhar) que tinha de voltar.
Fizeram a mesma coisa no dia seguinte, no dia depois e depois disso.
Marjani no início estranhava a presença de Mateus, mas depois que se acostumou ao menino cada momento que ele se atrasava a deixava com os nervos à flor da pele. Ela pegou mania de descontar isso na mobília. O segundo andar da casa já estava todo destruído.
Ele passou a ser a alegria dela.
Com o tempo, Marjani foi aprendendo coisas sobre a vida curta e complicada de Mateus.
A mãe fugiu com o amante quando o menino era muito pequeno, ele mal se lembrava dela. O pai afogava qualquer frustração (e eram várias) em um copo de bebida e era um bêbado violento. Mateus ia para lá fugindo da agressividade do pai.
Mas apesar das adversidades, o menino era brilhante.
Quando acabaram as canções, primeiro ele tentou cantar para ela, mas Marjani não entendia como "vem fazer um lêlêlê, se eu te pegar você vai ver" podia ser música. Então Mateus olhara para ela nervoso e perguntara:
- Você quer que eu te conte uma história?
Aqueles grandes olhos claros a olhavam com esperança.
Com aquele contato todo, Marjani já percebera que não conseguia dizer não para aqueles olhos. Estranhamente lembravam os grandes olhos cor de ônix de seu filho falecido. Tinham o mesmo brilho forte, a diferença era que os do filho brilhavam como estrelas no céu escuro; os de Mateus, no céu claro.
Ela sorriu.
Claro, querido, conte.
Ele sorriu também e contou mil e uma histórias que ele mesmo criava.
Um garoto brilhante.
Falava pelos cotovelos suas idéias. Algumas com dragões e cavaleiros, outras com onças e índios, outras com leões e guerreiros como os do clã dela. Algumas até conseguiam juntar tudo isso e um pouco mais.
Certo dia, Marjani ficou cismada em entender o que era um castelo (nunca vira um em toda sua vida). Com naturalidade, Mateus respondeu:
- Ah, mãe, cê sabe, né? Aqueles castelos de pedras e Torres e coisa e tal...
Ele continuou falando, mas ela parara de escutar.
Mãe.
Mãe!
Mãe?
Como assim "mãe" ?
Mateus percebeu a distração dela e a encarou sem entender.
- Que foi, mãe?
Marjani o encarou.
Como pudera ser tão cega?
Ao pouquinhos aquele garoto branco conseguira se tornar seu filho, não por sangue, mas por espírito. Só agora ela via isso. Já não mais aguardava visitantes para saciar sua sede de sangue, nem ficava a ranger dentes pelos cantos. Claro, podia até destruir a mobília de preocupação esperando por ele, mas ela já não cultivava toda a raiva de antes. Desenvolvera afeto por ele, e ele, pelo visto, fizera o mesmo.
Marjani sorriu para Mateus.
- Nada, querido. Continue.
Ele sorriu também e continuou, animado e tagarela como sempre.
Encontravam-se toda tarde logo após o horário de almoço e conversavam até o entardecer quando ele tinha de voltar para casa para não apanhar.
Ficaram mais ou menos um ano com esses encontros vespertinos. O ano que valeu mais para Marjani do que os 300 anteriores.
Porém uma noite a situação mudou drasticamente.
Chovia, e Marjani encarava a chuva pela janela do segundo andar distraída. À noite antigamente ela ficava rangendo dentes, agora ficava pensando nas histórias que Mateus lhe contava durante o dia. Era o mais próximo que ela chegava de sonhar em séculos.
Ela encarava a chuva "sonhando", quando ouviu um barulho brusco, provavelmente da cozinha. Se fosse antigamente, desceria com sede de sangue. Agora ela levantou as sobrancelhas surpresa e ficou curiosa para ver quem era, pois não era comum visitantes àquela hora com aquele tempo. Mateus, de certo modo aplacara a sede de sangue. (na realidade, sua sede de sangue fora aplacada por um motivo prático. Marjani ainda tinha raiva o tempo todo, mas tinha total noção da sujeira que matar uma pessoa geraria. E agora tinha criança na casa! Não podia simplesmente ficar matando aí em qualquer lugar que o menino visse, e ia ser um inferno para limpar tudo antes dele chegar.).
Foi flutuando invisível até o andar de baixo. Da sala de jantar através da porta que ia para a cozinha, viu Mateus, ensopado e choroso, correndo de um homem, tão encharcado quanto a criança, que segurava um cinto de forma ameaçadora.
Marjani imediatamente se materializou e assim que o menino a viu correu até ela. A fantasma abraçou o garoto choroso e o homem se aproximou.
- Larga dessa preta, moleque! Vem me enfrentar como homem! - esbravejou com a língua meio mole.
Agora olhando de perto, Marjani percebeu como ele era parecido com Mateus. Provavelmente era o pai agressivo de quem tanto ouviu falar.
- Mãe! Mãe! Socorro mãe! - soluçou Mateus se agarrando nela.
Marjani sorriu, a sede de sangue atingindo seu máximo pico de todos os tempos.
- Querido, corre até a casa do vizinho, está bem?
Ele a encarou choroso e assustado.
- Mas...
Ela sorriu para ele.
- Tudo bem, querido. Eu converso com teu pai.
O menino assentiu e correu para a saída na frente da casa. O pai tentou correr atrás dele, mas Marjani se pôs na frente dele.
- Saia da frente, preta suja!
Ela sorriu cruel.
Os gritos dele, apesar da chuva, foram ouvidos a três casas de distância.
Os brancos lhe tiraram um de seus filhos. Não iriam tirar outro.
O vizinho que recebeu Mateus, deixou o menino com a esposa e foi ver o que acontecia na casa velha. Encontrou um emaranhado de sangue, vísceras e carne dilacerada rodeando uma negra com roupas antigas e sujas de sangue e que ria enlouquecida enquanto cortava ainda mais a carne com um grande facão.
Ele correu dali e acionou imediatamente a polícia. Quando esta chegou, encontrou apenas o corpo, que teve de ser retirado em saquinhos. Nada da assassina.
Marjani assistiu a tudo invisível, segurando a risada cruel e o riso de alívio.
Aquele bruto mereceu o castigo! E agora Mateus não teria que se preocupar mais com o pai violento!
Perfeito.
Exceto pelo fato que, depois daquela noite, Mateus não voltou mais.
A polícia esteve lá várias vezes atrás de provas, mas nada encontrou.
E nada de Mateus.
O grupo evangélico do bairro foi lá para fazer uma seção de exorcismo na casa velha. Marjani não entendeu direito o que eles faziam e falavam. Algo sobre o sangue de um tal de 'Gézuis' e poder. Ela não entendeu a relação, mas achou graça daquele bando de fanáticos.
E nada de Mateus.
Outras pessoas apareceram por ali. Curiosos, adolescentes buscando encrenca, crianças brincando de pique-esconde. A fantasma passou a assustar todos de lá, cansada de tanto assédio a sua moradia.
E, novamente, nada de Mateus.
Depois de quatro dias, Marjani estava mais do que aflita e preocupada. Onde estava seu menino? (Nada ela sabia sobre serviços sociais e orfanatos, não existiam na época dela).
Que teria acontecido com ele?
Foi então que uma conclusão horrível cruzou a mente dela.
Por que ele voltaria ao local onde o pai fora morto? Bem ou mal, aquele cara ruim era o pai de Mateus. E ele era um bom menino que provavelmente amava o pai. Ele provavelmente a odiava agora!
Pelos deuses!
O que ela fizera?!
Mil e uma lágrimas fantasmagóricas ela derramou quando percebeu seu erro. Tinha tentado proteger seu filho, mas acabara por afastá-lo de si.
Uma melancolia tomou conta de Marjani. Ela ficava agora se lamentando pelos cantos. Já não matava ninguém, por remorso. Assustava as pessoas porque queria ficar sozinha se lamentando. Nada agora lhe dava felicidade.
Foi como perder outro filho.
Tentou até sair da casa para procurá-lo, mas 300 anos tinham se passado desde a última vez que saíra de lá. O mundo tinha ficado confuso demais para Marjani.
Chorava e choramingava o tempo todo.
Passaram-se alguns anos nessa tristeza sem fim. Algo próximo a 20, talvez um pouco a mais, talvez um pouco a menos.
Era uma manhã cedinho de sol.
A fantasma se lamentava no canto mais escuro do segundo andar, quando, mais uma vez, ouviu o som de alguém entrando pela cozinha.
Ela torceu para o invasor ir logo embora.
Ele não foi.
Marjani então puxou seus cabelos de frustração e gritou a plenos pulmões:
- VÁ EMBORA!
Ouviu então passos cambaleantes, como alguém que toma um susto e dá um ou dois passos para trás. Entretanto, a pessoa não recuou mais do que isso e teve a ousadia de perguntar em voz alta:
- Tem alguém aí?
A fantasma ficou irritada. Quem aquele estranho pensava que era para invadir a casa dos outros e exigir satisfações? Desceu fazendo barulhos fantasmagóricos e jogando as coisas pela casa. Passou pela porta que ligava a sala de jantar com a cozinha e se materializou de supetão emanando aura fantasma na frente do estranho.
Era um homem branco alto de olhos claros perspicazes. Segurava um buque de flores brancas. A encarava surpreso, mas não assustado.
- Eu lembrava da sua aparição bem diferente.
- Que quer dizer estranho!? - Marjani esbravejou em tom de voz de assombração.
Ele coçou o queixo com o braço livre.
- Da voz também. Bem diferente.
Ela perdeu a paciência e materializou seu facão. Não iria matá-lo, só dar um susto e o por para correr. Antes que a fantasma pudesse erguer a arma, porém, o homem mostrou as mãos em um gesto de boa vontade.
- Calma! Mãe, calma...
Diante das palavras dele, toda a aura fantasma ameaçadora desapareceu e ela finalmente o reconheceu.
- ...Mateus?
Mateus sorriu para ela.
- Faz bastante tempo não é, mamãe?
Ela correu e o abraçou.
- Onde você esteve?! Tem noção de como eu estava preocupada?! Como você está?! Está bem?! O que aconteceu?! Me diga!
Ele sorriu mais.
- Aconteceu tanta coisa! Desculpa eu te preocupar. Tenho tanto para te contar... Mas antes... - ele ofereceu o buque para ela - Feliz dia das Mães!
Marjani não tinha a menor noção do que vinha a ser o dia das mães, mas gostou da idéia. Principalmente porque naquele dia se realizava seu maior sonho.
Seu filho ali, com ela.
Sorriu.
Nessa hora sentiu seu corpo se esquentar pela primeira vez em séculos. Um calor agradável que se espalhou por ela. Sua pele emanava brilho.
Mateus se sobressaltou.
- Mãe, o que é isso?
Ela continuou sorrindo.
- Acho que chegou a hora d'eu seguir caminho.
Ele ficou aflito.
- Mas por quê? Logo agora que consegui te reencontrar! Eu preciso de você mãe!
Marjani acariciou o rosto dele.
- Não tenho mais minha raiva ou minha tristeza me prendendo à terra agora que você voltou. E eu vou estar sempre com você, querido filho. - ela beijou a testa dele (Teve de ficar na ponta dos pés. Céus! Como ele crescera!) - Adeus querido, e obrigada por tudo.
O espírito dela desapareceu na luz da manhã.
Para onde foi, eis um belo mistério.
Mateus ficou abobado sem entender o que acontecera por alguns instantes. Quando deu por si de novo percebeu que chorava.
Chorou por alguns momentos. Depois riu de si mesmo e enxugou um pouco as lágrimas. Era melhor que as coisas fossem daquele jeito, mesmo ele não gostando do desfecho. Não era natural a permanência dela na terra. Sua mãe tivera mesmo de ir para um lugar melhor.
Caminhou até próximo ao antigo fogão, no local onde 20 anos antes ele se sentara pela primeira vez com a mãe. Mal se lembrava da música que ela cantara, mas jamais se esqueceria da história que ela contava.
Depositou as flores ali.
Sorriu triste.
- Feliz dia das mães, mamãe. Espero que esteja bem. Te amo muito.
------------------------//------------------------
E aí? Gostaram?
Esse conto foi basicamente escrito em dois dias. Não, eu não menti quando disse que passei um tempão escrevendo ele. É que primeiro fiquei uma semana inteira patinando em um protótipo mal feito dele que tava ENORME mas chato pra cacete. Aí nessa sexta os deuses da inspiração resolveram me agraciar com um sopro divino e veio isso. Nada mal na minha modesta opinião, uma vez que contei toda a história que eu queria.
Foi bem legal escrevê-lo. Foda foi digitar esta merda pelo iPod x.x
Mas enfim, eu devo dar as caras por aqui essa semana de novo na quarta o.o
É que quarta é meu aniversario xD
Pretendo fazer outro conto para por aqui, MAS NÃO PROMETO PORRA NENHUMA DESSA VEZ Ò.Ó. Então não criem grandes esperanças o.o pretendo tentar fazer outra coisa sim, mas não sei se agüento outra maratona como a desse conto de hoje nessa mesma semana x.x
Enfim, Au revoir mes amis~
domingo, 29 de abril de 2012
Notícias inúteis e Coisas do Lar
Bon soir, mes amis o/
Falando ao vivo do meu iPod vamos aos acontecimentos marcantes dessa semana =D (Momento NEWS xD).
Tivemos uma marca histórica de 29 acessos em UM ÚNICO DIA no bloguinho 8D
Depois ficou com no máximo duas por dia x.x
Ces't la vie ._.
E tivemos visitas da Grã-Bretanha!!! *-* Quem me conhece, sabe que tenho um grande sentimento anglofilo (nem sei se essa palavra existe xD) (Apesar de eu usar muito o francês, sou mais anglofila do que francofila. Mas o francês continua sendo uma língua mais bonita e musical.) Por isso isso me faz feliz *-*
...aí me lembro que provavelmente a pessoa entrou no meu palácio por acidente çç tp "Zoe's Notebook" é muito genérico e devem parar aqui vários estrangeiros procurando o blog de outras pessoas çç
Mãs isso ainda me deixa super animada xD vindo da Inglaterra, tá valendo xD
Enfim, agora que eu já me divertir dizendo coisas relativamente legais do blog, vamos as chatas de verdade.
DIVIDIRAM O ELÉTRON ÇÇ
Aí você pergunta: e eu com isso?
Bom, isso desmonta meu poema da semana passada çç
Não tem nada comprovado ainda. Nem li o artigo até, mas meu poema fica ultrapassado porque isso acaba (um pouco) com a dualidade massa-onda do elétron ._.
Mudando de assunto COMPLETAMENTE, tive FINALMENTE uma aula decente de português \O/ É que tipo, até ano passado, eu tinha aula com O Deus do Português, professor Rubens (Rubão). Um gênio na arte de explicar gramática (Sim, eu pago pau pra ele). Aí colocaram um cara que é um merda no lugar ù.ú eu tava sofrendo e estudando pelo caderno do mestre Rubão, ATÉ QUE colocaram uma aula de reforço com outro professor 8D Não é O Deus, mas vai: chegou perto do patamar de semi-deus. E isso me deixou tão feliz que resolvi compartilhar 8D
AH! =D eu ainda estou com tempo pra mim mesma! Tanto é que voltei a escrever contos e afins *-* Não é garantido, mas acho que faço algo especial para o dia das mães =D
...bom, seria algo macabro >.< mas que TEM SIM haver com dia das mães.
Torçam que eu tenha tempo o suficiente xD
E ai meu deus xD quantas notícias toscas até agora! Quer dizer, são só comentários da semana que não sei se vos interessam xD
Essa é uma pequena desvantagem de sempre fazer as postagens free style na hora xD
Mãs vamos agora para o post propriamente dito.
Tenho uma pequena novidade hoje que não sei se vai se manter =) Hoje a postagens tem um tema =D
LAR!!! \O/
Não sei daonde surgiu =3 eu comecei a ver adesivos de parede no shopping e surgiu =D
Até tentei por umas fotinhos minhas, mas o iPod se revolta com qualquer coisa ú.ù
Aí vou explicar o que farei: primeiro uma coisa esquisita, que resolvi chamar de crônica, que vou compor agora, FREE STYLE TOTAL, AO VIVO NA SUA FRENTE XD; depois um poema antigo sobre o tema 8)
A idéia desse free style (não note a repetição xD to com essa expressão na cabeça xD) veio hoje, organizando os colunistas da Folha de São Paulo pra eu ler online durante a semana. Foi quando eu esbarrei no Carlos Heitor Cony, que pode ter uma opinião ÓTIMA na página 2, mas só fica falando da vida dele na Ilustrada xD aí resolvi fazer algo do gênero. Você pode até dizer "Ah Zoe, você tá se comparando com um cara fodidão tipo Carlos Heitor Cony assim? Na cara dura?", bom, eu respondo: cara, se eu não me comparar com os fodidões, vou me comparar com quem caramba? o.o com os Paulos Coelhos da vida? (nota: eu ODEIO Paulo Coelho. Então isso foi uma crítica). Tudo bem que eu não chego aos pés do senhor Cony, mas olha a idade dele, que eu chuto ser uns 70, e a minha, que nem 20 tenho ainda. Me dá mais uns 50 anos que, com prática, eu posso até chegar perto.
Enfim, agradecimentos a meus amiguinhos que gentilmente comentaram meu último post, Lulita (ME SINTO SUPER ESPECIAL POR TE FAZER GOSTAR DE UM POEMA *-* logo você que odeia poesia xD) e Montandon (ainda não vi o poema o.o assim que terminar o post free style verey sem falta =D)
Um último comentário antes do total free style da noite: teve gente que se preocupou com meu leve desabafo da semana passada, sobre os sérios pensamentos suicidas que tive o.o Calma, muita hora nessa calma. Desculpa! Não pude resistir a piada. Mas sério, calma o.o calma, não tem nada de nada sério e problemático assim agora, estou livre, mas centrada. Em equilíbrio. Zeeeeeeen. Não se preocupe, isso é um assunto que já resolvi.
AGORA, FREE STYLE TIME AO VIVO \O/!!!!!
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A Casa Ideal
A casa ideal existe no imaginário de cada um e nenhuma é igual a outra. Mesmo se duas pessoas colocarem a mesma planta e mesma decoração na casa ideal, o cheiro de cada uma será diferente.
Vou dizer, mais ou menos como é a minha, porque isso é tão subjetivo, mas TÃO subjetivo, que nem a própria pessoa consegue saber tudo que ela quer na casa dos sonhos.
Mas, muito bem, eu tentarei, ou pelo menos direi o que já consegui trazer do inconsciente para o consciente.
Primeiro de tudo, a casa dos sonhos por enquanto, para mim, é um apartamento.
Isso é fruto de minha solterice e da minha preguiça. A casa ideal se adapta a minha preguiça sendo pequena e sem um quintal ENORME para mim limpar. E não tenho ninguém pra me ajudar, ai de mim! Nem filhos que precisem de um quintal. Então, um apartamento, até porque um apê é elegante e me mantém mais independente. Só um detalhe a torna meio inconveniente que é o piso: ele é todo em madeira. Um saco para limpar, mas AMO o efeito visual que ela cria.
Ele começa com a sala de estar/ jantar e a cozinha.
As salas são juntas porque não preciso mais do que isso. São meio modernas, meio místicas, uma coisa bem cosmopolita. Pensei em paredes brancas e roxo universo, aquele escuro de tudo que faz você lembrar do infinito. Os sofás são de couro, preto e branco, claro que o claro fica na parede escura e o preto não fica encostado em lugar nenhum, fica no meio da sala. Tem um tapete entre os jogos de sofás, um tapete daqueles cheios de fiapos de lã. Eu não sei explicar. Só sei que ele é macio, bom de passar os pés, e cinza. Além disso, tem MUITO detalhe nessa sala. Na parede escura tem quadros do tipo "Keep Calm and..." complete a frase com coisas do tipo "blog on", "listem to music", "travel on", "put the kettler on" e "segure o tchan". Coisas assim que falam sobre mim desse jeito em quadros (ou adesivos de parede) com o fundo em uma só cor, no caso seriam em rosa ou lilázinho. Tem algumas estantes com inutilidades decorativas tipo estátuas de gueixas e alguns livros de receitas. Mas sem vasos de cristal, pelo AMOR de deus! São TÃO inúteis e ridículos!Pra finalizar, tem uma cama de gato em um dos cantos. Porque é LÓGICO que tem um gato na minha casa dos sonhos. Animais de estimação dão vida a uma casa, e eu gosto de gatos.
A separação entre sala e sala de jantar é um biombo de madeira e as cores. A sala de jantar eu não consigo me decidir, mas acho que amarelo é sua cor. Uma mesa com tampo de vidro, pés de madeira, 4 ou no máximo 6 lugares. Pensei em amarelo para comer como Louis 14 ou um Imperador Chinês. No cômodo como um todo tem duas janelas, uma fica na sala, a outra nessa sala de jantar, pra ter uma luz bonita durante o dia até a hora do almoço (o sol poente dá na sala para mistificar o roxo infinito). Tanto em uma quanto a outra, cortinas grossas irmãs brancas com detalhes clássicos, com uma parte translúcida. Não si explicar. Duas cortinas em uma? Duas capas? Não sei. Enfim, os detalhes dessa sala são em tons roxos para manter o pareamento com a outra. Mas são detalhes estilo indiano ou japonês em roxo e em madeira. Esse talvez seja o cômodo menos trabalhado de minha casa dos sonhos até agora, mas é isso que tenho.
Ao lado da sala e da sala de estar uma cozinha americana. Balcão entre as salas com tampo de granito com fruteiras, a pia e aqueles potes rústicos escrito "sal", "açúcar", "trigo" e etc. Os eletrodomésticos são de última geração, mas os armários rústicos principalmente a coifa. Ah! A coifa! TEM de ser super coifa pelo tanto de alho que gosto de fritar. No chão ficam as tigelas de comida e bebida do meu gatinho. Tem uma porta ali que dá pra uma pequena área de serviço bege, com um tanque, um armário pra produtos de limpeza, uma máquina de lavar e um varal pendurado sobre tudo, grande o suficiente para um lençol grande de cama de viúva. Tem duas janelas bem grandes ali para correr o vento e secar a roupa. Ali também fica a caixa de areia, por isso a porta entre a área e a cozinha está praticamente sempre aberta.
Voltando para a sala, de lá tem uma outra porta para um pequeno corredor azul claro com um espelho no fundo. Bem pequenininho, mas ninguém nunca pensa em corredores, mas eles são partes da casa também. Portanto são igualmente importantes! Ele é meio escuro, mas é só deixar uma das duas portas que ele tem aberta que ele fica bem bonito.
Como eu disse, o corredor tem duas portas, uma de frente para a outra. A da direita dá no meu quarto da casa dos sonhos. Ele é lilás clarinho, com detalhes em rosa e o mesmo roxo infinito de antes, porque eu AMO ele. Lá só tem a cama em metal preto, com cabeceira toda trabalhada, criado mudo de madeira escura e uma gaveta, uma mesa para bagunça e um guarda-roupas escuro com um enorme espelho na porta também. Tem detalhes de flores nas paredes. Adesivos de arvores floridas. A mesa que falei antes fica sob a janela, que dá pro leste, de modo que eu tenho o sol da manhã me dando bom dia. A cama, aliás, é comprida e de viúva. Não que eu seja viúva, mas elas são mais espaçosas, e quem não gosta de se jogar de diagonal em uma cama grande? Vão ter sempre lençóis bonitos, de rosas ou de borboletas. Sempre brancos com os detalhes coloridos. As cortinas são lilases e brancas, parecidas com as da sala: camada grossa, camada fina esvoaçante.
Tem uma porta no quarto que dá para o banheiro, mas banheiros para mim são totalmente desimportantes no quesito decoração. São cômodos puramente funcionais. Só tenho uma exigência: quero uma daquelas banheiras brancas trabalhadas dos filmes. Para quando me der vontade eu possa encher o banheiro de velas; a banheira, de água quente e espuma e relaxar me sentindo uma diva.
Voltando para o corredor, temos o último cômodo, meu favorito: o meu estúdio/escritório/biblioteca, ou simplesmente meu quarto dos prazeres. É verdinho limão claro, com absolutamente todos os móveis brancos. Tem estantes abarrotadas de livros velhos e novos, já todos lidos, dando cores vistosas para as paredes. Sempre a mão para uma releitura ou para que eu simplesmente cheire os livros de vez em quando. Nada é tão incrível para se estimular a leitura quanto o cheiro de um livro. Em uma das estantes eu dedico só para armas. Várias espadas, européias e orientais, em apoios que as deixem à mostra, me dando inspiração toda vez que erguesse a cabeça de um texto e olhasse para elas demoradamente. Nesse escritório fica estacionada minha televisão, pequena, mas com super TV a cabo e um super PlayStation3. Meu computador também fica lá, em uma escrivaninha branca mas com VÁRIAS coisas coloridas diversas em cima. É um laptop, mas ele vai ficar estacionado lá mesmo. Uma cadeira confortável giratória escura fica perto da escrivaninha. Tem mais uma cama de gato ali, mas ela é desnecessária ali. Desnecessária por causa do super sofá cheio de almofadas coloridas montado especialmente na janela, para ficar cercado de estantes. Um cubículo aberto para eu deitar com o gato e ver TV ou deitar e ler ou ainda jogar videogame. Eu tenho uma imagem exata do que quero, mas não posso mostrar para vocês, o que é bem frustrante. Enfim, eu deitaria lá demoradamente, às vezes só olhando para o teto e acariciando meu gato, pensando nas milhares idéias que tenho durante todo por do sol que entra por aquela janela oeste por entre a cortina de canada simples, leve, translúcida e esvoaçante. Nesse cômodo tem praticamente todos os prazeres que eu possa desejar. Faltou só Chris Evans (o ator que fez Capitão América) com uma taça de vinho tinto chileno e morangos para ter todos os prazeres que eu poderia querer. Mas isso nem a casa dos sonhos garante, nem faço tanta questão assim. Fico feliz com um cara menos bonito, mas mais real (ou tão bonito quanto e real. Não sou exigente). Contanto, claro que, quem quer que seja o cara, que ele esteja com vinho tinto chileno. Além disso tudo, aquele escritório é meu local de estudos, por isso tem uma estante especial dedicada a partes do corpo que eu venha a estudar em medicina. E futuramente isso se aplicaria a objetos do meu trabalho que eventualmente venham parar em casa. Você deve estar se perguntando como eu posso colocar coisas do trabalho no meu quarto dos prazeres. Felizes são daqueles que fazem do trabalho um prazer, pois ele deixa de ser um fardo e você se dedica de corpo e alma para ele.
Além disso tudo que foi dito, minha casa ideal tem caixas de som com conexão para o iPod em todos os cômodo (exceto banheiro e área de serviço, claro), pois sou uma viciada em música e a casa me entende nesse quesito.
Cada cômodo tem seu cheiro que eu simplesmente não sei descrever, mas eu sei quais são. O olfato é um sentido único, diferente da visão e da audição. Não posso descrever cheiros, infelizmente.
É com tristeza que digo que essa casa não existe, e talvez jamais venha a existir exatamente como descrevi aqui.
Mas é bom sonhar desse jeito. Diz muito sobre você para você mesmo, e te leva a querer chegar o mais próximo o possível desse ideal, nem que seja só nas cores.
E então, como é a SUA casa dos sonhos?
Quem sabe não podemos ser vizinhos nos sonhos?
----------------------//----------------------
...Free Style fail esse, eu sei.
Mas vocês não têm IDÉIA de como é bom escrever sobre isso.
A casa dos sonhos não existe. O que nos leva ao meu poema da noite, que fala do lar real, mas que também amamos.
AO POEMA E ALÉM!!! XD
----------------------//----------------------
Lar, Doce Lar
Lar, doce lar;
Onde falta roupa lavada,
Falta a comida do jantar,
E a água do banho é gelada.
Lar, doce lar;
Que é cheia de vento
E de coisas para consertar
Quando mais me falta tempo.
Lar, Doce Lar;
Do colchão duro demais,
Do barulho sem parar,
E da idéia que não me satisfaz.
Lar este que é um desastre, eu sei,
Mas que não tem um par,
Pois é mais do que sequer imaginei
E, aos pouquinhos, aprendo a amar.
----------------------//----------------------
Casa dos sonho e casa real xD
Amo as duas.
Fiz esse poema faz tempo, quando mudei de vez pra esse apê onde vivo.
É MUITO diferente de uma pensão ou da casa dos pais.
Não vou falar NADA de pensão, pois serei TERRIVELMENTE grosseira a toa quando estou calminha. Tenho trauma de pensão.
Agora a casa dos pais é sim maravilhosa por vários motivos, dos mais mesquinhos aos mais amorosos. Na casa dos pais, pelo menos na minha, tem mimos de todos os jeitos e que fazem muito bem.
Mas eu, sinceramente não consigo pensar na casa dos meus pais como minha casa mais.
Adoro ir lá. Sério. Podem falar o que quiserem, até que estou mentindo. Não estou. Então foda-se o que você pensar sobre isso. Adoro MESMO ir na casa dos meus pais e passar longas temporadas lá, assim como todo filho que ama os pais e que os pais são razoáveis.
Mas chega uma etapa do amadurecimento que você quer ter seu canto, sua independência e suas regras. Tá, meus pais ainda me mantém porque estou estudando ainda, por isso essa minha liberdade é relativa. Porém não pretendo continuar com esse parasitismo por muito tempo. Assim que me formar vou brigar ardentemente para chegar perto da casa dos sonhos com meu próprios pés.
FALANDO NISSO, O QUE,CACETA, AINDA FAÇO AQUI A ESSA HORA?D:
AMANHÃ EU ESTUDO PORRA! D:
Estou revoltada comigo mesma o.o
Vou sair da internet e ir pra casa xD
Au Revoir~ o/
sábado, 21 de abril de 2012
Dualidade
Bon Soir, mes cher amis
Falo (como sempre) ao vivo do sofá da minha casa, mas hoje sem poder me mexer muito x.x
Não sei como, mas consegui estourar meu joelho fazendo esteira x.x
Provavelmente a causa mesmo nem foi essa. Fiquei andando de All Star o dia todo, e aquela bagaça não foi feita exatamente pra isso x.x (o curioso é que eu posso andar pra tudo que é lado de havaianas que não sinto nada, A.S. machuca nem que seja a parte de cima do pé quando ando um pouco a mais com ele).
Enfim, andaram dizendo em off pra mim parar de desabafar aqui ou para parar d ser grosseira nos desabafos.
Minha resposta?
Desabafar mais sendo mais grosseira ainda >8D
Tá, mentira.
Quero dizer só que eu vou continuar desabafando como eu quiser aqui no bloguinho. Passei tempo demais da minha vida breve guardando coisas demais pra mim mesma. O resultado foi que eu cheguei seriamente a cogitar suicídio certa vez. Do tipo, ficar encarando uma faca por uma hora me perguntando "Vou ou não vou?"
Eu NÃO VOU segurar nada que eu queira dizer aqui, doa em quem doer.
Isso quer dizer que eu mando tomar no cu sim, até porque eu não faço isso sem motivos, por mais que as pessoas que eu já mandei tomar no cu se sintam todas ofendidinhas e cheias de nhénhénhem.
Mãs enfim, CHEGA DE DESABAFOS XD
(a propósito, se alguém ficou preocupado com meus pensamentos suicidas, não fique o.o eu tô bem agora, sério o.o o bom é que isso me engrandeceu como escritora, porque agora eu sei o que é querer morrer ...cara, que coisa mórbida! E já chega, não quero mais falar sobre isso. É só eu parar de guardar tudo pra mim que não tenho mais de pensar nisso)
Trè Bien
Aos assuntos mais interessantes agora 8)
Finalmente estou voltando a ter um tempinho pra mim mesma essa semana 8D
O truque é deixar a matéria mais ou menos em dia que me sobra tempo nos intervalos e uns 15 min antes de dos estudos uma ou duas vezes por semana.
Antes eu estava alucinadamente estudando em cada instante, até nos intervalos de aula pra tirar o atraso de Páscoa. Com tudo em dia (ou 90% de tudo), volto a minha programação normal de 5:30/6 horas de estudos diários + 1/1:15 (1h somando todos os intervalos do cursinho (eu geralmente estou usando pra dormir, mas ainda é BEM MELHOR do que me forçar a ficar acordada estudando com sono e depois emendar com alguma outra aula) e os possíveis 15 mim antes (dependendo do dia, claro. Em dias com 2 matemáticas e uma física,por exemplo, nem pensar perder tempo))pra mim mesma =)
Faz uma diferença que vocês não imaginam.
Tempo esse que eu QUASE fiz um conto rápido pra cá o.o
Quase porque:
1) Fiz muito corrido e ficou uma merda. Eu até sei como arrumar, mas já até desanimei com a idéia dele.
2) Eu fiz ele desrespeitando uma das minhas promessas de Ano Novo, Terminar TODOS OS CONTOS que eu começar. Aí deu pesinho na consciência e larguei mão.
Mas isso já é bom sinal =)
Assim que eu terminar o conto que tá travando a minha prosa (essa semana provavelmente) já sei o que escreverei aqui para o bloguitinho 8D e terei tempo (se eu não vacilar nos estudos, o que eu não vou fazer nem fudendo) para tanto (até porque semana que vem tem feriado de primeiro de maio. Eu acho meio bizarro você parar de trabalhar no Dia do Trabalhador, mãs dane-se xD feriado é sempre bem vindo pra tentar por a matéria em dia e para poder começar a esboçar a prosa).
Mas agora chega de bostejo e vamos ao poema de hoje xD
Antes os agradecimentos de sempre a quem ajudou a mover as barrinhas de acesso xD quase 20 pessoas acessaram meu blog no mesmo dia *-* fiquei lisonjeada *_*, e ao meu eterno admirador, Montandon (Não entendi a do passarinho azul o.o. E 'Tudo vale a pena//Se a alma não é pequena'? XD boa resposta. E a idéia não era exatamente Alice, mas como você sabe que eu AMO qualquer coisa relacionada a Alice no País das Maravilhas, então AMEY sua analogia <3 e valeu pelo apoio çç) que sempre deixa um comentário super legal pra mim ;D
Bom, o poema dessa semana foi escolhido mais por motivos físicos (meu joelho estourado) do que uma seleção criteriosa como os outros. Fiz há uns dois anos atrás, sábado de manhã, morrendo de sono e só acordada por causa do café em uma aula de química moderna.
Confiram xD
-----------------------//-----------------------
Dualidade
Sou uma partícula perdida no mundo
Ou uma onda perdida no mar?
Sou a velocidade de um longo segundo
Ou o espaço de um breve sonhar?
Talvez eu seja um anjo profano,
Talvez seja o demônio sacramentado.
Talvez eu seja a clareza da fé sem enganos,
Talvez seja a razão do escuro enfumaçado.
Provavelmente e com certeza
Sou o Princípio da Incerteza
E a Teoria do Caos e suas sutilezas.
Sou o descontínuo de um ano
Ou a relatividade do lugar mundano.
Sou, senhores, apenas mero Humano.
-----------------------//-----------------------
Tcharãns \O/
Que acharam xD?
Bom, esse poema eu estou com comichão de explicar um pouco.
A dualidade do elétron se refere ao fato dele hora ter comportamento de onda eletromagnética, hora agir como partícula com massa. Salvo e engano (é até bom eu procurar depois) isso é a base do princípio da Incerteza, que diz que se pode saber OU a localização, o espaço, de uma partícula como o elétron OU sua velocidade, nunca os dois.
Teoria do Caos e descontinuidade do universo confesso que desconheço as explicações. Na parte de Teoria do Caos sei explicar mais ou menos o Efeito Borboleta (que é são as imprevisibilidades matemáticas causadas pelas diferenças entre um número e o seu arredondamento ao longo de certo tempo. Aplique isso a uma macro estrutura como o clima e dá pra notar que todos os fatores, todas as pequenas nuancias da terra, vão influenciar o fator matemático climático de modo caótico, sendo impossível um padrão perfeito de previsão. Aí entra a velha história da borboleta: o bater de asas de uma única borboleta no hemisfério Sul pode desencadear um furacão no hemisfério Norte. Confuso? Eu também acho. Além de achar que provavelmente minha explicação está errada. Pelo menos eu tentei entender)
Relatividade é a velha historinha do Titiu Einsten (escrevi o nome dele certo? XD nunca seu) e diz que acelerando a velocidade de um corpo, seu tempo passa mais lentamente. Aliás, sabia que isso provavelmente acontece toda vez que nos movemos, mas em uma escala tão diminuta que nem percebemos?
Legal, né?
Saindo da física e química modernas e filosofando um pouco. Sabia que agir racionalmente é ter dúvidas? Sério. A lógica é: se eu duvido, eu penso para tentar solucionar minha dúvida; logo, eu raciocino. Já ter fé é justamente o oposto, não ter dúvidas, aceitar as coisas como foram explicadas e ponto final.
Agora, qual o sentido disso tudo no poema?
Ora: é ou não é o ser humano algo tão contraditório como um elétron?
O homem é o único animal que consegue ter fé e razão ao mesmo tempo. E o resto deixo vocês interpretarem
Agora tenho de ir x.x tenho de me arrastar até o banho e depois até a cama. Tenho provinha amanhã.
Cruzem os dedos por mim xD
Au revoir~ o/
Falo (como sempre) ao vivo do sofá da minha casa, mas hoje sem poder me mexer muito x.x
Não sei como, mas consegui estourar meu joelho fazendo esteira x.x
Provavelmente a causa mesmo nem foi essa. Fiquei andando de All Star o dia todo, e aquela bagaça não foi feita exatamente pra isso x.x (o curioso é que eu posso andar pra tudo que é lado de havaianas que não sinto nada, A.S. machuca nem que seja a parte de cima do pé quando ando um pouco a mais com ele).
Enfim, andaram dizendo em off pra mim parar de desabafar aqui ou para parar d ser grosseira nos desabafos.
Minha resposta?
Desabafar mais sendo mais grosseira ainda >8D
Tá, mentira.
Quero dizer só que eu vou continuar desabafando como eu quiser aqui no bloguinho. Passei tempo demais da minha vida breve guardando coisas demais pra mim mesma. O resultado foi que eu cheguei seriamente a cogitar suicídio certa vez. Do tipo, ficar encarando uma faca por uma hora me perguntando "Vou ou não vou?"
Eu NÃO VOU segurar nada que eu queira dizer aqui, doa em quem doer.
Isso quer dizer que eu mando tomar no cu sim, até porque eu não faço isso sem motivos, por mais que as pessoas que eu já mandei tomar no cu se sintam todas ofendidinhas e cheias de nhénhénhem.
Mãs enfim, CHEGA DE DESABAFOS XD
(a propósito, se alguém ficou preocupado com meus pensamentos suicidas, não fique o.o eu tô bem agora, sério o.o o bom é que isso me engrandeceu como escritora, porque agora eu sei o que é querer morrer ...cara, que coisa mórbida! E já chega, não quero mais falar sobre isso. É só eu parar de guardar tudo pra mim que não tenho mais de pensar nisso)
Trè Bien
Aos assuntos mais interessantes agora 8)
Finalmente estou voltando a ter um tempinho pra mim mesma essa semana 8D
O truque é deixar a matéria mais ou menos em dia que me sobra tempo nos intervalos e uns 15 min antes de dos estudos uma ou duas vezes por semana.
Antes eu estava alucinadamente estudando em cada instante, até nos intervalos de aula pra tirar o atraso de Páscoa. Com tudo em dia (ou 90% de tudo), volto a minha programação normal de 5:30/6 horas de estudos diários + 1/1:15 (1h somando todos os intervalos do cursinho (eu geralmente estou usando pra dormir, mas ainda é BEM MELHOR do que me forçar a ficar acordada estudando com sono e depois emendar com alguma outra aula) e os possíveis 15 mim antes (dependendo do dia, claro. Em dias com 2 matemáticas e uma física,por exemplo, nem pensar perder tempo))pra mim mesma =)
Faz uma diferença que vocês não imaginam.
Tempo esse que eu QUASE fiz um conto rápido pra cá o.o
Quase porque:
1) Fiz muito corrido e ficou uma merda. Eu até sei como arrumar, mas já até desanimei com a idéia dele.
2) Eu fiz ele desrespeitando uma das minhas promessas de Ano Novo, Terminar TODOS OS CONTOS que eu começar. Aí deu pesinho na consciência e larguei mão.
Mas isso já é bom sinal =)
Assim que eu terminar o conto que tá travando a minha prosa (essa semana provavelmente) já sei o que escreverei aqui para o bloguitinho 8D e terei tempo (se eu não vacilar nos estudos, o que eu não vou fazer nem fudendo) para tanto (até porque semana que vem tem feriado de primeiro de maio. Eu acho meio bizarro você parar de trabalhar no Dia do Trabalhador, mãs dane-se xD feriado é sempre bem vindo pra tentar por a matéria em dia e para poder começar a esboçar a prosa).
Mas agora chega de bostejo e vamos ao poema de hoje xD
Antes os agradecimentos de sempre a quem ajudou a mover as barrinhas de acesso xD quase 20 pessoas acessaram meu blog no mesmo dia *-* fiquei lisonjeada *_*, e ao meu eterno admirador, Montandon (Não entendi a do passarinho azul o.o. E 'Tudo vale a pena//Se a alma não é pequena'? XD boa resposta. E a idéia não era exatamente Alice, mas como você sabe que eu AMO qualquer coisa relacionada a Alice no País das Maravilhas, então AMEY sua analogia <3 e valeu pelo apoio çç) que sempre deixa um comentário super legal pra mim ;D
Bom, o poema dessa semana foi escolhido mais por motivos físicos (meu joelho estourado) do que uma seleção criteriosa como os outros. Fiz há uns dois anos atrás, sábado de manhã, morrendo de sono e só acordada por causa do café em uma aula de química moderna.
Confiram xD
-----------------------//-----------------------
Dualidade
Sou uma partícula perdida no mundo
Ou uma onda perdida no mar?
Sou a velocidade de um longo segundo
Ou o espaço de um breve sonhar?
Talvez eu seja um anjo profano,
Talvez seja o demônio sacramentado.
Talvez eu seja a clareza da fé sem enganos,
Talvez seja a razão do escuro enfumaçado.
Provavelmente e com certeza
Sou o Princípio da Incerteza
E a Teoria do Caos e suas sutilezas.
Sou o descontínuo de um ano
Ou a relatividade do lugar mundano.
Sou, senhores, apenas mero Humano.
-----------------------//-----------------------
Tcharãns \O/
Que acharam xD?
Bom, esse poema eu estou com comichão de explicar um pouco.
A dualidade do elétron se refere ao fato dele hora ter comportamento de onda eletromagnética, hora agir como partícula com massa. Salvo e engano (é até bom eu procurar depois) isso é a base do princípio da Incerteza, que diz que se pode saber OU a localização, o espaço, de uma partícula como o elétron OU sua velocidade, nunca os dois.
Teoria do Caos e descontinuidade do universo confesso que desconheço as explicações. Na parte de Teoria do Caos sei explicar mais ou menos o Efeito Borboleta (que é são as imprevisibilidades matemáticas causadas pelas diferenças entre um número e o seu arredondamento ao longo de certo tempo. Aplique isso a uma macro estrutura como o clima e dá pra notar que todos os fatores, todas as pequenas nuancias da terra, vão influenciar o fator matemático climático de modo caótico, sendo impossível um padrão perfeito de previsão. Aí entra a velha história da borboleta: o bater de asas de uma única borboleta no hemisfério Sul pode desencadear um furacão no hemisfério Norte. Confuso? Eu também acho. Além de achar que provavelmente minha explicação está errada. Pelo menos eu tentei entender)
Relatividade é a velha historinha do Titiu Einsten (escrevi o nome dele certo? XD nunca seu) e diz que acelerando a velocidade de um corpo, seu tempo passa mais lentamente. Aliás, sabia que isso provavelmente acontece toda vez que nos movemos, mas em uma escala tão diminuta que nem percebemos?
Legal, né?
Saindo da física e química modernas e filosofando um pouco. Sabia que agir racionalmente é ter dúvidas? Sério. A lógica é: se eu duvido, eu penso para tentar solucionar minha dúvida; logo, eu raciocino. Já ter fé é justamente o oposto, não ter dúvidas, aceitar as coisas como foram explicadas e ponto final.
Agora, qual o sentido disso tudo no poema?
Ora: é ou não é o ser humano algo tão contraditório como um elétron?
O homem é o único animal que consegue ter fé e razão ao mesmo tempo. E o resto deixo vocês interpretarem
Agora tenho de ir x.x tenho de me arrastar até o banho e depois até a cama. Tenho provinha amanhã.
Cruzem os dedos por mim xD
Au revoir~ o/
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